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Brasil é o 3º país do mundo com maior número de mórmons

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Os EUA e México possuem os maiores números de adeptos da Igreja dos mórmons, do mundo. O Brasil está em terceiro lugar.

Os mórmons não acreditam em proselitismo de massa. A pregação é olho no olho. Num terreno de oito mil metros quadrados em Casa Verde, Zona Norte de São Paulo, fica o Centro de Treinamento Missionário (CTM), por onde passam, por semana, 70 jovens candidatos a missionários. Ali, por três semanas (os brasileiros) ou nove (os americanos), recebem aulas de como melhor convencer as pessoas sobre o que diz “O Livro de Mórmon” e o retorno à terra de Jesus Cristo, fundamentos centrais da seita.

Sem o apelo midiático de muitas das religiões cristãs que avançam pelo Brasil – ainda que esteja presente na internet -, a igreja dos mórmons, conhecida como Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias tem uma estrutura corporativa digna de grandes empresas. Os cerca de 300 empregados do prédio-sede da administração em São Paulo (epicentro da igreja no Brasil, com o maior número de seguidores, seguido por Ceará) cuidam de tudo para que as mais de 1.900 congregações do país se dediquem apenas às discussões religiosas.

Ali, em meio a pôsteres de um Jesus Cristo caucasiano (quase louro), profissionais planejam e monitoram investimentos em prédios (cada nova capela para 500 pessoas custa R$ 3 milhões), digitalização de documentos (este ano, serão 4,2 milhões de registros de nascimento e casamento digitalizados, serviço fundamental para uma igreja que acredita no casamento após a morte), logística para produção e distribuição de material de evangelização (são 50 mil assinantes da revista “A Liahora”, 200 mil exemplares de “O Livro de Mórmon” e 60 mil Bíblias vendidas por ano) e ações de responsabilidade social (doação de três mil cadeiras de rodas por ano e o programa de voluntarismo Mãos que Ajudam).